CONTROLE DE PERCEVEJOS NA BUSCA DA MÁXIMA QUALIDADE DE SEMENTES DE SOJA

Eng. Agrônomo Gustavo Drum / Dep. Técnico COPERBOA

 

Ao longo dos anos, verificou-se grandes mudanças no sistema de produção da soja no Brasil. Os percevejos fitófagos (Família Pentatomidae), representam um dos grupos mais importantes de insetos-pragas na cultura da soja. 

A qualidade da soja é definida por vários fatores um dos mais importantes quando falamos em produção de sementes de soja com a máxima qualidade, vigor e germinação os danos causados por percevejos devem ser mínimos. Sendo que o manejo de percevejos não difere em nada na produção de soja Convencional, soja RR ou soja Intacta.

Os danos causados pelos percevejos são em maioria causadas pela forma jovem entre o terceiro e quinto ínstares, devido à inserção do estilete no grão, provocam redução no percentual germinativo e no vigor das sementes e consequentemente na qualidade de grãos. Destaca-se, entretanto, que o local da lesão é mais importante do que o número de picadas, pois uma picada sobre o hipocótilo inviabiliza a germinação, enquanto várias lesões nos cotilédones reduzem o vigor, a sanidade e a emergência, porém não a germinação.

No decorrer da safra da soja, os percevejos normalmente passam por três gerações. Após a colheita da soja os insetos se alimentam de hospedeiros alternativos, completam a quarta geração e após esta geração vão para o solo e entram em diapausa, abrigados de parasitóides e predadores embaixo da palhada. Durante este período, que dura cerca de sete meses, os insetos não se alimentam e conseguem sobreviver através das reservas de lipídios armazenadas. Durante seu desenvolvimento os percevejos passam pelas fases de ovo e de ninfa, composta de cinco estágios, e adulta, completando o ciclo num período médio de 30 a 40 dias, iniciando a oviposição em cerca de 15 dias na fase adulta, colocando, em média, 120 a 310 ovos por fêmea.

Os percevejos podem colonizar a soja no final do período vegetativo (V6-V8), nessa época os percevejos saem da diapausa ou de hospedeiros alternativos. Desta forma a população tende a crescer provocando danos significativos no período de enchimento dos grãos (R3 - R6), interferindo negativamente na qualidade fisiológica da semente de soja, devendo-se monitorar com ênfase o mesmo nos estágios R3 a R6, período crítico de ataque. Nas áreas destinadas a produção de sementes, os níveis para a tomada de decisão são reduzidos pela metade em relação às lavouras de produção de grãos consumo.

O controle químico tem sido a principal medida para diminuir os prejuízos causados pelos percevejos. Estão disponíveis no mercado hoje, produtos comerciais de diferentes grupos químicos recomendados para o manejo de sugadores da soja como: neonicotinóides e piretróides.

O departamento técnico da COPERBOA, visando sempre produzir sementes de qualidade, vem participando de treinamentos e capacitações a fim de ter cada vez mais excelência na germinação e vigor de suas sementes, se preocupando sempre em ter a máxima qualidade nas sementes de seus clientes e associados, vem para a safra 2018/2019 com um manejo especifico visando minimizar os danos causados pelos percevejos. Dessa forma a recomendação do departamento técnico é o uso de neonicotinóides e piretróides no período vegetativo (V6 - V8) visando adiar a reprodução dos mesmos para (R6), e durante o período reprodutivo (R1 - R5), caso haja reinfestação de percevejos vindos de outras áreas repetir o uso produtos que contenham em suas misturas neonicotinóides e piretróides, fechando com uma última aplicação de choque em (R6) com produtos à base de piretróides, afim de evitar nessa fase final de desenvolvimento da cultura danos na semente causados pelas picadas dos percevejos nos grão de soja, fator esse como citado acima reduz drasticamente a qualidade da semente reduzindo a germinação e vigor da mesma, além, de eliminarmos indivíduos que iriam voltar para o solo entrar em diapausa escondido na palhada e na safra seguinte voltar a causar problemas.

 

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