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TRIPES - Caliothrips brasiliensis O pequeno devorador
02/03/2020

TRIPES - Caliothrips brasiliensis

O pequeno devorador

 

O período de seca e temperaturas altas que atingiram o meio oeste catarinense durante a safra 2019/2020, tem permitido a propagação massiva dos tripes nas plantações de Soja, tornando junto com os ácaros-vermelhos (Tetranychus desertorum, Tetranychus gigas, Tetranychus ludeni) uma das pragas mais visíveis e mais questionadas nessa safra.

Os insetos adultos (Fig. 2) são pequenos e de asas franjadas, enquanto as ninfas são ápteras e de cor amarelada, são insetos muito pequenos de 1 a 1,5 mm de comprimento, quando estão na etapa adulta, de cor escura e possuem um aparelho bucal raspador com o qual perfuram e desgarram os tecidos vegetais, isto lhes permite absorver os sucos celulares com os quais se alimentam. Em etapas juvenis, as larvas ou ninfas (Fig. 1), são menores, de cor amarela e permanecem predominantemente no dorso das folhas. As larvas completam seu ciclo a fase adulta no solo e a reaparição da praga é muito rápida já que os adultos emergem de 5 a 7 dias. Cada fêmea oviposita cerca de 14 ovos/dia, a longevidade de fêmeas e machos adultos é de aproximadamente 15 dias.

Os tripes se detectam primeiro em áreas de solos com menor fertilidade ou solos onde as plantas sofrem mais de estresse hídrico. As bordas dos lotes, com solos mais compactados e degradados pela passagem de maquinário, são os primeiros em ser afetados por esta praga.

Nas áreas com presença de tripes, aparecem pequenas manchas esbranquiçadas (células vazias) nas folhas da planta que logo tomam uma cor amarelada, marrom e até mesmo avermelhada ou cor bronzeada. Como consequência destas lesões há um aumento na perda de água e em época de seca murcham-se as plantações com maior rapidez; além disso, essa é uma possível via de ingresso de agentes causais de doenças.

Contudo, o verdadeiro dano que influi sobre o rendimento do cultivo é provocado pelas ninfas. Estas, ao permanecer três semanas ou mais, alimentando-se na parte inferior da folha, destroem a capa de cera que a planta produz para proteger-se da desidratação, o que aumenta o índice de transpiração e a perda de água dentro do tecido vegetal. Em condições de ataques intensos, as folhas podem cair. No caso da soja, são vetores de uma virose denominada "queima-dos-brotos", que afeta o desenvolvimento das plantas principalmente em materiais de alta tecnologia e ciclo curto.

O estresse hídrico provocado pela seca permite o aumento rápido das populações ao favorecer o desenvolvimento dos tripes em estado de pupa no solo. Ao completar satisfatoriamente esta fase, surgem os insetos adultos que logo se dispersam por toda a plantação. O vento é o principal fator de dispersão de adultos.  

O controle químico é o método mais eficiente, sendo utilizado quando encontrado 20 adultos, mais ninfas por folíolo de soja (Fig. 3). As inovações em produtos que atuam por penetração na lâmina da folha, oferecem tecnologias que conseguem “translaminar” ao lado oposto, onde estão as ninfas que causam os maiores danos.

 Não existem estimações concretas do dano pela praga alguns pesquisadores mostram reduções de rendimento por ação exclusiva de tripes em soja de 800 a 1000 Kg por hectare.

 

COPERBOA Á QUALIDADE E A TÉCNICA ESTÃO SEMPRE A FRENTE.

 

Fonte:

Agrolink - https://www.agrolink.com.br/

ESALQ - http://www.esalq.usp.br/cprural/

Croplife - https://www.croplifela.org/pt/

 

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