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Presidente da cooperativa fala sobre trajetória, dificuldades no agronegócio e planos para o futuro.
27/01/2021

Há 21 anos, vinte dois associados se uniam para iniciar os trabalhos na Cooperativa Agropecuária Boa Esperancense, conhecida como Coperboa. O ano era 1999 e a ansiedade e desejo de dar certo tomavam conta dos envolvidos. Experientes há anos no ramo do agronegócio, foi preciso coragem e ousadia para dar um passo a mais e criar o próprio negócio. Nei Rigo, presidente da cooperativa relembra a rica história de desenvolvimento, desafios e conquistas da Coperboa.

A cooperativa surgiu de uma necessidade local, daí verificou-se uma oportunidade a frente que foi muito bem aproveitada pelos produtores que deram o ponta pé inicial nos negócios. “Em meados de 1998 e 99 fizemos uma pesquisa de mercado na região, então nós e outras famílias nos unimos para investir num negócio. Havia um problema de logística, nossa localização em um ponto estratégico, contou Nei. Natural de Campos Novos, o nome COPERBOA é uma homenagem a comunidade Boa Esperança, localidade onde moram os associados.

A ideia deu certo? Os resultados foram surpreendentes, tanto que em pouco tempo a cooperativa teve que ampliar seu espaço, como relembra o produtor. “A fundação da cooperativa foi em 1999, mas nós começamos a atuar recebendo grãos em 2001. Neste ano inicial tivemos um grande retorno, tanto que tivemos de ampliar nossos silos no segundo ano de atuação, depois tivemos que construir barracão para armazenar fertilizantes, defensivos e sementes. A parte de sementes começamos somente em 2006,

O progresso da Coperboa foi além da ampliação de espaços, foi visto também no aumento de associados. No início eram apenas 22 associados, hoje a cooperativa conta com aproximadamente 154 associados, assistidos por equipe de 4 engenheiros agrônomos e 40 funcionários. Mais serviços também foram incorporados a cooperativa. Atualmente a Coperboa comercializa defensivos, fertilizantes, sementes e insumos em geral direcionados a culturas de soja, milho, feijão, aveia e trigo. A cooperativa ainda abriu uma filial no município Frei Rogério com capacidade de 150 mil sacos. Na matriz a capacidade chega aproximadamente a um milhão de sacas.

Apesar de ter sido um ano atípico, o presidente contabiliza bons números e acredita que este ano será melhor. “Foi vendido em 2020 aproximado 200 mil sacas semente de soja, e a previsão é ainda melhorar as vendas em 2021. Nós bonificamos ao nosso produtor de semente em cerca R$ 2,5 milhões. Esse programa visa incentivar o produtor a produzir mais e com melhor qualidade. No ramo de semente você só se mantém no mercado se tiver qualidade. Somos beneficiador de semente, a mesma não se melhora na Unidade Beneficiadora de Semente (UBS). A semente tem que vir com qualidade e vigor do campo, na UBS somente beneficia , para conseguir os bons resultados, os associados recebem assistência técnica de qualidade para que possam ter melhor resultado no campo.

O progresso foi bem recebido e está sendo bem administrado, mas vôos maiores ainda estão nos planos da Coperboa, que pretende investir no setor de industrialização. Temos a intenção de partir para o setor de industrialização de alguns de nossos produtos. Realizamos várias pesquisas de mercado quanto a isso. No momento está difícil achar um nicho de marcado aberto, mas estamos pesquisando. Temos pontos estratégicos, estamos localizados ao lado da BR 470 e ao lado da SC 452. Estamos de olho numa oportunidade que vier a surgir. Aqui fazemos o beneficiamento de sementes, e hoje exportamos para quase todos os estados do Brasil”, explicou.

O agronegócio ainda é o carro chefe do Brasil e é o que sustenta o mundo. Empresas como a Coperboa fazem parte desse legado e atuam de forma exemplar neste segmento. Porém, o setor ainda enfrenta muitos desafios como altos custos de impostos e taxações que dificultam a rentabilidade dos produtores. “Enfrentamos muitas dificuldades. O custo Brasil, os custos de financiamento, impostos, taxações, tanto para cooperativa como para os associados. Ainda temos o combustível atualmente está em alta nos últimos anos se tornou o vilão do agro, dificuldade na logística e portos para escoar a produção, que é uma das maiores para nós. Poderia ser bem mais barato este custo Brasil”, desejou Nei. Com resiliência e muita dedicação, que a Coperboa tenha vida longa e alcance ainda mais sucesso.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1660 de 21 de Janeiro de 2021.

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